Gelatina engorda ou não?

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Quando se pensa em gelatina, já se imagina algo saudável, porque não parece conter gordura, mas é sempre bom saber mais um pouquinho sobre esse alimento, que é, antes de qualquer coisa, muito saudável.

Mas a gelatina engorda?

Gelatina engorda ou não?

Gelatina engorda?

A gelatina é feita de uma proteína animal chamada colágeno, que, por sua vez, é quase sempre extraída do couro do boi. Ao lermos isso já podemos pensar em gordura animal, mas isso não é verdade, porque, a partir da raspagem da pele do animal, não de suas partes que contêm gordura, é que começa a “nascer” o processo da gelatina, que passa por filtragem, concentração, esterilização, secagem e moagem. O resultado é um pó incolor, usado não apenas como alimento, mas também na indústria farmacêutica, entre outros usos.

Aquele pó de gelatina que vemos colorido nos pacotes de supermercado é resultado do acréscimo de aromatizantes, corantes e açúcar (ou adoçante). O preparo é muito conhecido: basta hidratar o pó, com duas quantidades iguais de água, sendo a primeira, quente, e a segunda, fria ou gelada. A razão é simples: quando a gelatina é dissolvida em água quente, as moléculas da água conseguem penetrar no interior da cadeia de moléculas de proteína; com o resfriamento, as moléculas de água são aprisionadas, e o líquido solidifica (ficando firme), e assim se forma a gelatina.

A gelatina é, portanto, muito hidratada.  A grande quantidade de água justifica seu uso, por exemplo, em dietas de emagrecimento, porque a água auxilia na digestão de fibras. Já o colágeno auxilia no rejuvenescimento da pele e no fortalecimento de unhas e cabelos.

 

Mas e os restos de gordura da pele do boi?

Não há que se preocupar com gordura remanescente no pó da gelatina, porque na fase de filtragem, qualquer resíduo de gorduras ou de fibras animais é retirado, algo que sucede o tratamento químico para se extrair a proteína das raspas da pele do boi.

Na fase seguinte, a esterilização por vapores, com a posterior secagem, elimina qualquer tipo de impureza. Quando finalmente o produto é moído, surge o pó concentrado de proteínas, que é a gelatina.

Quanto ao açúcar, se houver algum tipo de resistência à ingestão de corantes e aromatizantes, além do próprio açúcar, a opção é a gelatina de ágar-ágar (assim escrito oficialmente, com acento e pronúncia forte em cada um dos “as” iniciais de cada parte da palavra), de origem vegetal, ou seja, algo que os vegetarianos – especialmente os mais radicais – podem consumir também.

Gelatina vegetal

Há quem prefira a gelatina de ágar-ágar, portanto, para não consumir corantes e aromatizantes. Ela é igualmente benéfica, se pensarmos apenas na ausência de gordura, mas não é fonte de colágeno. E, como a outra gelatina, a colorida à base de colágeno, auxilia a emagrecer.

O ágar-ágar (a gramática diz que é substantivo masculino), também chamado de ágar (ou agarose, em termos mais científicos) é extraído de algas vermelhas, a partir do processo de fervura. Pela maior quantidade de fibras vegetais, é muito recomendado para regulação do funcionamento do intestino.

Outras vantagens que os adeptos desse produto de origem vegetal propalam são: ser extraída de vegetais (nitidamente defendida por vegetarianos), não altera o sabor dos alimentos, render muito mais (o que a faz ter melhor custo-benefício), não derreter à temperatura ambiente, ter dez vezes mais poder de gelar, e ser versátil (serve tanto para doces quanto para salgados).

As opções de uso de ambos os produtos são muito diversificadas. O importante é saber que nenhuma delas colabora, nem de longe, para que alguém engorde. Sirvam-se à vontade, pois, dessas duas delícias.

Claudionor Aparecido Ritondale

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